Nunca Julgue Seu Cliente Pela Aparência

Infelizmente vivemos em um mundo de contradições, hipocrisia e preconceitos. E essas características não podem fazer parte da personalidade de uma pessoa que atende ao público. Quem trabalha com atendimento e vendas há muito tempo sabe que as aparências enganam. Porém, aparência não define um consumidor potencial. Entretanto, existem alguns profissionais, mal escolhidos, mal preparados, ou mal educados mesmo, que acabam por tornar-se improdutivos por julgar seus clientes pura e simplesmente pela forma como se vestem, falam ou se comportam, uma prática que se imagina extinta em um mundo moderno, mas que ainda é muito recorrente.

Não Julgue Pela Aparência

Recentemente fiz um teste prático desse tipo de situação em um shopping center de alto nível em São Paulo.
Fui a uma mesma loja por três vezes, com intervalos de menos de 48 horas entre uma ida e outra. Em cada uma das vezes em que fui até a loja me vesti de formas distintas, mas sem mudar minha postura e a forma de falar.

Na primeira vez apareci usando o uniforme de uma loja concorrente, circulei pela loja por mais de 15 minutos sem que ninguém me atendesse, então fui até um dos vendedores e solicitei informações sobre um determinado produto. Ele, de forma curta e grossa, me passou informações bem básicas e depois me deu as costas. Deve ter pensado algo como: "É só um cara de outra loja fazendo a hora de almoço e que não vai comprar nada."

Quando fui pela segunda vez me vesti com uma camiseta regata, uma bermuda jeans surrada, boné e chinelos, e sem me barbear. Quando entrei na loja todos os funcionários me olharam desconfiados, mas nenhum deles disse sequer boa tarde. Ao pedir informações sobre o mesmo produto da vez anterior a primeira coisa que o vendedor me disse foi o preço. Subliminarmente dizendo: "Não creio que você possa comprar algo tão caro." Depois ainda disse que se fosse dividir era mais caro. Em nenhum momento eu o questionei sobre parcelamento.

E na terceira e última vez fui muito bem vestido, com calça e camisa de grife, sapatos de couro bem engraxados, relógio de pulso chamativo, barbeado e com uma maleta de notebook. Ao entrar na loja todos me deram boa tarde, um dos vendedores prontamente me abordou e perguntou em que produto eu estava interessado, outro me ofereceu um café e todos me "mediam" com aquela expressão no rosto de: "Esse aí vai gastar muito!".

Em momento algum, nenhum deles, que eram sempre os mesmos funcionários em todas as vezes que fui lá, me reconheceu como sendo a mesma pessoa nas três ocasiões. Além de julgar pelo que estavam vendo, não prestaram o mínimo de atenção ao que realmente importava.

Portanto, se você trabalha com atendimento, não cometa esses erros tão grosseiros e desrespeitosos, que prejudicam você como profissional e como cidadão.


4 comentários:

  1. Com certeza as aparências enganam...e em sociedade devemos ter cuidado com o pré- julgamento.

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  2. Muito bom gostei do exemplo da foto e a pura verdade o que relatam no texto.Parabens pela dica.

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  3. Passei e li algumas coisas, é um blog fantástico, blog que não gostaria de perder, por isso quero dexar um convite, mas é apenas se o quiser fazer, pertencer aos meus amigos no Peregrino E Servo, claro que irei retribuir.Um obrigado, e tudo de bom.

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  4. Já passei por uma situação parecida...
    Acho que falta profissionais competentes pois atendimento é tudo, com um bom atendimento você pode até conseguir um cliente fiel!

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